Chaco

Hard Bike Tour III

TOUR DEL CHACO

1000 MILHAS

DESAFIO NO PÂNTANO

1600 KM EM 10 DIAS

Rio Paraná até Las Lomitas

Via

SAVANAS, BOSQUES E PÂNTANOS DA

Planície de Gualamba

"Hell Green Desert"

GRAN CHACO

Extremo Norte da República Argentina

(Fronteira com Bolívia e Paraguay)
ABRIL/2008

SUPPORT BABY BIKE TEAM

"Aqui o Bicho Chora"

Apresentação Geral

O Gran Chaco Americano, localizado na porção central da América do Sul, ocupa uma área de cerca 1.100.000 de Km², envolvendo extensos territórios da Argentina, Bolívia, Paraguay e Brasil (onde forma o Pantanal mato-grossense). Região de inigualável diversidade biológica e cultural sendo a maior área florestal do continente, depois da Amazônia. Imensa planície aluvial, selvagem, indomável e misteriosa com florestas baixas, matas espinhosas, densos bosques, savanas, pântanos e/ou esteros, grandes áreas alagadas e outras áridas, atravessada e margeada por grandes rios, entre os quais os rios Paraná, Paraguay, Pilcomayo, Bermejo e o Salado, entre outros. Suas grandes fronteiras naturais são:
-Ao Norte a Floresta Amazônica;
-Ao Sul a Região dos Pampas;
-A Oeste, Noroeste e Sudoeste o Altiplano da Cordilheira do Andes;
-A Nordeste o Cerrado Brasileiro;
-A Leste a Serra de Maracaju no Estado de Mato Grosso do Sul;
-A Sudoeste as Florestas subtropicais da fronteira Brasil – Argentina.

O termo Gran Chaco deriva da língua Inca/Quéchua, do original “Chaqu” que significa literalmente território de caça, ou para “cacería”.

Geograficamente é dividido em:
∙ Chaco Boreal (Norte), que vai desde o rio Pilcomayo (fronteira Paraguay – Argentina) até o paralelo 16, entre as cidades de Santa Cruz de la Sierra na Bolívia e a cidade de Cuiabá no Brasil, atravessando e compondo grande parte do território do Paraguay;
∙ Chaco Central, região entre os rios Pilcomayo e Bermejo, e entre o rio Paraguay e a Cordilheira dos Andes, em território argentino;
∙ Chaco Austral (Sul), região compreendida entre o rio Bermejo, as Grandes Salinas de Ambargasta, a Laguna Mar Chiquita e a confluência do rio Salado com o rio Paraná, também em terras argentinas.

Algumas áreas destacam-se por sua importância e tamanho dentro da região, como por exemplo:
∙ A Planície de Gualamba na Argentina;
∙ Os Banhados de San Pedro no Paraguay;
∙ A Planície de Chiquitos na Bolívia e o 
∙ Pantanal do Mato Grosso no Brasil.

A República Argentina abarca 58% da superfície do Chaco ou o equivalente a 600.000 Km², compreendendo a totalidade das porções geográficas Austral e Central do Gran Chaco. Forma dentro do referido país a parte setentrional da grande planície Chacopampeana, sendo que a região Chaquenha entre o rio Pilcomayo até pouco abaixo do rio Bermejo era chamada pelos colonizadores espanhóis de Chaco Gualamba ou também Planície de la Gualamba; área esta que foi alvo da Hard Bike Tour III.

As temperaturas na região do Gran Chaco apresentam uma média anual em torno de 28°C ,podendo alcançar extremos acima de 40°C em algumas regiões nos meses de verão, assim como podem atingir temperaturas bem próximas de 0°C nas cercanias de Assunção (capital do Paraguay), nos meses de inverno. Em geral a sensação térmica é sufocante devido a alta evaporação como se a região fosse uma grande e verde estufa. As chuvas geralmente torrenciais provocam grandes inundações formando grandes pântanos e esteros (banhados).

Os povos originários da região da planície de Gualamba, durante milênios, corresponderam e correspondem principalmente até hoje, já que a região apresenta alto índice de população indígenas, ao conjunto indígena chamado de Pámpidos sendo que pouco antes da conquista espanhola receberam importantes influxos do grupo Tupi-Guarani e também influências culturais de certos grupos originários do altiplano Andino. Destacam-se no contexto etnográfico da região os seguintes grupos e/ou povos: Arauac, Luleviléla, Tobas, Tupi-Guarani, Molovies, Chiriguanos, Chanes, Churupies e Chorotes entre muitos outros. 
Devido a grande diversidade de ambientes e ecossistemas como: planícies, grandes rios, savanas secas, pântanos, banhados, regiões salinas, florestas e bosques de arbustos conhecidos como quebrachos, a região apresenta uma altíssima e rica diversidade de espécies animais e vegetais. A vegetação varia de acordo com a região especifica, apresentando uma enorme gama de arvores, arbustos espinhentos, gramíneas, palmeiras, plantas aquáticas, flores, folhagens e outras variedades vegetais. A biodiversidade da região é considerada uma das mais ricas do planeta, nesse contexto a fauna é grande e extremamente variada, apresentando entre outras as seguintes espécies animais: Pumas, Jaguatiricas, Jaguar (onças), Gato-montês, Quatis, Tamanduás, Tatus, Cervos, Porcos selvagens, Iguanas, Lagartos, Capivaras, Lebres, Coelhos, Guanacos, Raposas, Lobos, Macacos, Cobras de variadas espécies entre as quais Víboras e Anacondas, Jacarés, Tarântulas e Aranhas diversas, além de várias espécies de Aves, Sapos e Rãs, Peixes, Insetos, Borboletas entre outras variedades animais.

Objetivos Gerais

→ Tentar percorrer por 1600 KM ou 1000 Milhas a Planície de Gualamba, praticando o ciclismo de resistência em um período máximo de 10 dias com uma média diária mínima de 160 KM, saindo do rio Paraná pelo Chaco Austral (ruta nacional 16) até o início da Cordilheira dos Andes (ruta provincial 34 e ruta nacional 05) e voltando pela região do Chaco Central (ruta nacional 81) até Las Lomitas.

→ Conhecer, apreciar e interagir com as belezas naturais, paisagens, povos e culturas da região, além de registrar em imagens e fotos tudo o que for interessante e peculiar dentro da aventura ciclística proposta.

→ Tentar atingir os objetivos originais do Break on Through Project.

→ Divulgar o marketing e a logo do patrocinador GT Bike de todas as maneiras possíveis.

Expectativa do Ciclista em Relação ao Desafio

Tour del Chaco 1000 MILHAS

Apesar do terreno plano em 90% da jornada, a pedalada deverá ter um complicador forte e poderoso principalmente nos primeiros 700 KM. Tal complicador é o incansável vento que sopra da Cordilheira dos Andes em direção contrária ao percurso traçado no Chaco Austral (Ruta Nacional 16), além do que a jornada irá acontecer na zona conhecida como “Polígono dos Tornados”, podendo a qualquer momento e sem aviso prévio sermos atingidos por um furacão (também chamado de Pampero ou Vento da Morte) de proporções e consequências inimagináveis e comprometedoras para a conclusão satisfatória do evento ciclístico.

Não obstante, as etapas poderão ser alteradas conforme a necessidade e conveniência de momento, desde que não seja ultrapassado o limite máximo de 10 dias para percorrer os 1600 Km pré-estabelecidos conforme o roteiro definido, planejado e mapeado entre o Rio Paraná e a cidade de Las Lomitas através da Planície de Gualamba entre os dias 04 e 14 de abril de 2008, passando por cerca de 60 cidades do norte argentino.

Outro fator de risco a ser considerado é o grande número de animais selvagens, agressivos e venenosos que certamente cruzarão nosso caminho, principalmente na fase do Chaco Central entre os rios Pilcomayo e Bermejo, entre os quais jacarés, víboras, tarântulas, porcos selvagens e grandes felinos, entre outros.

Grandes retas e altitudes baixas nas fases 1 e 3 (Chaco Austral e Central) e com altitude máxima de 600 metros na fase 2 (início da Cordilheira dos Andes), deverão contribuir para um bom desempenho de maneira geral, não descartando-se outros complicadores como: estradas perigosas e sem acostamentos, chuvas torrenciais, calor intenso e região desértica e hostil.

Diante do exposto e de todas as peculiaridades da região citadas na apresentação da Hard Bike Tour III, acreditamos que teremos uma autêntica e gratificante jornada ciclística a cumprir, dentro de tudo o que se espera de uma aventura dentro do espírito original, puro e verdadeiro do BREAK ON THROUGH PROJECT.

Buena Suerte Para Nosotros...

Vídeos

Roteiro Mapeado da Hard Bike Tour III

TOUR DEL CHACO

1.000 MILHAS

Roteiro traçado dentro das Províncias (Estados) de:
Chaco, Santiago del Estero, Salta e Formosa

Pré-Tour

03 a 05/04/2008

Londrina – Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú – Posadas – Corrientes

Saímos de ônibus de Londrina às 23h do dia 03 com apoio dos amigos e chegamos em Foz do Iguaçu por volta das 06h, pegando quase que imediatamente um táxi que nos levou até a cidade de Puerto Iguazú em território argentino (Província/Estado de Misiones). Ainda pela manhã locamos um automóvel Corsa 1.6 e partimos em direção a cidade de Corrientes em um trajeto de aproximadamente 600 Km (via cidade de Posadas, capital de Misiones).
Chegamos na bela cidade de Corrientes, que é margeada pelo gigantesco Rio Paraná, no final da tarde e fomos curtir o pôr-do-sol na também belíssima e enorme ponte General Belgrano. O Rio Paraná divide a cidade de Corrientes que é capital da Província de mesmo nome da Província do Chaco cuja capital é a cidade de Resistência, distante cerca de 20 Km da referida ponte; A partir do Rio Paraná estende-se a porção Austral do Grand Chaco Americano e começa ali também a Ruta Nacional 16 que viria a ser o caminho inicial de nossa aventura ciclo-turística.
Após filmagens e fotografias do local e do entardecer alucinante, fomos para o centro da cidade, onde nos hospedamos no hotel Flamingo na praça central de Corrientes que é uma cidade bastante movimentada com muita gente jovem e bonita circulando. Fomos dormir por volta de 23h, para na manhã seguinte iniciarmos a invasão do Chaco na deslumbrante Planície de Gualamba.

Etapa 1

05/04/2008

Rio Paraná até Saenz Peña

200 km

Distância em Rodovia ->185 km
Distância em Trânsito ->15 km

8h às 22h

Tempo de Jornada de 14 horas

Etapa 2

06/04/2008

Saenz Peña até Pampa de los Guanacos

180 km

Distância em Rodovia ->160 km
Distância em Trânsito ->20 km

8h30 às 22h30

Tempo de Jornada de 14 horas

Etapa 3

07/04/2008

Pampa de los Guanacos até Taco Pozo

190 km

Distância em Rodovia ->170 km
Distância em Trânsito ->20 km

9h às 22h

Tempo de Jornada de 13 horas

Etapa 4

08/04/2008

Taco Pozo até Joaquín González

180 km

Distância em Rodovia ->150 km
Distância em Trânsito ->30 km

10h às 23h30

Tempo de Jornada de 11h30

Etapa 5

09/04/2008

Joaquín González até Apolinário Saravia

190 km

Distância em Rodovia ->170 km
Distância em Trânsito ->20 km

8h às 19h

Tempo de Jornada de 11 horas

Etapa 6

10/04/2008

Apolinário Saravia até Embarcación

170 km

Distância em Rodovia ->150 km
Distância em Trânsito ->20 km

8h às 21h

Tempo de Jornada de 13 horas

Etapa 7

11 e 12/04/2008

Embarcación até Ingeniero Juárez

290 km

Distância em Rodovia ->260 km
Distância em Trânsito ->30 km

8h de 11/04 às 4h de 12/04

Tempo de Jornada de 20 horas

Etapa 8

12/04/2008

Ingeniero Juárez até Las Lomitas

180 km

Distância em Rodovia ->160 km
Distância em Trânsito ->20 km

10h30 às 22h30

Tempo de Jornada de 12 horas

Pós-Tour

13 e 14/04/2008

Las Lomitas – Formosa – Corrientes – Posadas Puerto Iguazú – Foz do Iguaçu – Londrina

Após o encerramento da jornada por volta de 22h do dia 12/04/08 fomos comemorar com várias empanadas e algumas cervejas depois daquela limpeza e organização geral na caranga. Pegamos um bom hotel na simpática cidade de Las Lomitas e fomos tirar uma longa e reconfortante noite de sono, pois estávamos realmente bastante cansados principalmente depois do penúltimo dia (etapa 7), quando percorri exatos 258 km em pista em uma odisseia de 20 horas, batendo meu próprio recorde de tempo e distância.
Saímos de Las Lomitas por volta de 9h do domingo (12/04) e o Diney também barbarizou no volante percorrendo cerca de 1200 km até Puerto Iguazú onde chegamos por volta de 22h passando por várias cidades do norte argentino, entre as quais Formosa, Corrientes e Posadas. 
Dormimos em Puerto Iguazú e no dia seguinte (14/04) pela manhã, devolvemos o carro e atravessamos a fronteira para Foz do Iguaçu de táxi, pegando quase que na sequência (13h) um ônibus para Londrina, chegando na cidade de Little London às 21h e dando por encerrada a Hard Bike Tour III –Tour Del Chaco.

Pós - Tour: Portal da Cidade de Las Lomitas - 13/04/2008
Pós - Tour: Camarada na Saída de Las Lomitas - 13/04/2008
Pós - Tour: Vandalismo na Ruta Nacional 81 - 13/04/2008
Pós - Tour: Região das Lomas de Vallejos - 13/04/2008

Resumo Chaco 1000 Milhas

*Aventura Maravilhosa e positiva sob todos os aspectos possíveis, em uma região divina, selvagem, desértica e perigosa com uma natureza em estado de pureza e beleza simplesmente acachapante. Animais dos mais diversos cruzavam a pista com frequência: esquilos, tarântulas, porcos, escorpiões, raposas, grilos gigantes, serpentes e sapos entre muitos outros, obrigavam-me a desviar a direção da bicicleta. No ar, milhares de borboletas de várias cores e tamanhos circulavam de um lado para outro, enquanto uma variedade de aves fora do comum pousavam e gritavam nas imensas árvores e alagados bosques que margeiam as intermináveis e planas retas que por vezes pareciam não ter fim em um espetáculo de caráter fabuloso.
*Rapidamente descobrimos por que o local é conhecido como “Deserto do Inferno Verde”: o calor é de uma intensidade absurda principalmente na região do Pampa Del Infierno (etapas 2 e 3) com a temperatura no asfalto passando dos 40ºC e uma sensação de iminente derretimento corporal.
*Não obstante tivemos etapas com muita chuva e temperaturas baixas e outras com clima temperado e ameno, que fizeram desta aventura uma verdadeira Super Hard Bike Tour, ou como a apelidamos depois: War Chaco -1000 Milhas.
*Como era esperado a participação e (des) empenho do piloto de apoio Diney Rodriguez foi fundamental e determinante para o sucesso ciclístico da jornada: com muito bom humor, paciência e dedicação aos objetivos propostos o cara vibra, incentiva, colabora e empolga-se a cada etapa concluída, vestindo e suando de forma sincera e original a camisa das Hard Bike Tours. Sua atuação foi e pode ser definida como excessiva e incansavelmente excepcional.

Etapa 01 - Calor Tenebroso na Ruta Nacional 16 - 05/04/2008
Etapa 01 - Piloto de Apoio Diney Rodriguez - 05/04/2008
Etapa 02 - Perdido no Meio do Gran Chaco - 06/04/2008
Etapa 04 - Passando pelo Povoado de Tolloche - 08/04/2008
Etapa 08 - Diney Curtindo e Registrando a Paisagem - 12/04/2008

Situações inesperadas e surpreendentes dentro do difícil desafio contribuíram para tornar a aventura fascinante:
* Na minúscula e desolada cidade de El Caburé (etapa 3) fomos a uma mercearia e conhecemos uma tiriva que era uma figurinha carimbada: tomava Coca-Cola com chocolate, entre outras guloseimas, e se apoderava de tudo o que avistava, arrastando para seu ninho desde uma carteira de cigarros até a máquina fotográfica. “Pepe” era o bicho!
* Logo na primeira etapa, entre as cidades de Resistência e Makallé, tivemos a companhia, ou melhor, a concorrência de um cachorro muito louco que corria freneticamente pela pista ora nos ultrapassando e ora sendo por nós ultrapassado, provavelmente em uma inusitada Hard Dog Tour. Tal situação perdurou por cerca de 20 a 30 km até ele com certeza perceber a direção exata que seu dono teria tomado e desaparecer em uma estrada de chão perpendicular a pista.
* Por todo Chaco e de maneira geral por toda a Argentina, encontram-se à beira das pistas santuários e ofertórios em homenagem a figura de Gauchito Antônio Gil. Personagem folclórico que após sua morte transformou-se em uma lenda místico-religiosa. Desertor da Guerra do Paraguay e natural da Província de Corrientes, formou seu próprio bando e no melhor estilo Robin Hood atacava as grandes estâncias (fazendas) e distribuía o produto do saque entre o pobre e explorado povo do norte-nordeste argentino. Ao ser capturado em uma emboscada policial nos idos de 1880, falou para seu algoz antes de ser decapitado que o filho do mesmo apesar de estar muito doente e desenganado, estaria andando são e salvo quando ele, o sargento-algoz voltasse para sua casa. Tal fato se confirmou, a notícia espalhou-se rapidamente e o sargento voltou ao local onde o corpo havia sido enterrado sem  a cabeça, uma vez que a mesma tinha sido levada para Buenos Aires e lá fincou uma cruz com um pano vermelho, sendo que a partir daí começaram os pedidos e oferendas ao mártir dos pobres; Gauchito Antônio Gil.
* Na etapa 4 um verdadeiro dilúvio se abateu sobre Gualamba complicando bastante a aventura. Saímos de Taco Pozo com a certeza de que o bicho irá pegar e com um horizonte cinza, ameaçador e molhado à nossa frente. Logo após a cidadezinha de Nuestra Señora de Talavera o Diney, por conta de uma carreta, teve que sair da pista e ... Bingo! Caranga atolada (e bem atolada) no mais puro pântano. Eu que já havia me afastado cerca de 10 km à frente, tive que voltar até Talavera para alugar um trator, nesse ínterim, porém, apareceu um anjo com uma Pick-up e um cabo de aço. Quando eu estava saindo de Talavera com o trator lá estava o Diney no trevo, belo e formoso, pronto para dar sequência na Bike Tour. Perdemos cerca de 03 hs e 20 km. Considerando-se que 3h de pedal em Tour, significam cerca de 40 km, acreditamos ter perdido de 50 a 60 km na parada. Mas valeu; faz parte, afinal é Hard Bike Tour e quanto mais Hard, melhor a Tour.
* Na etapa 6, pouco antes da cidade de Martinez Del Tineo encontramos um gavião no meio da pista que tinha sido atropelado não fazia muito tempo. Tentamos reanimá-lo e eu acabei decidindo levá-lo adiante, pois se ficasse ali onde o encontramos, certamente morreria por ser uma presa fácil, pois estava muito debilitado apesar de bater as asas. Levei-o comigo primeiro embaixo do braço e depois encaixado no guidão da bicicleta por uns 50 km e ele pareceu-nos ter melhorado; bebeu muita água e piava bastante. Era uma ave enorme, linda e majestosa. No final da tarde coloquei-o dentro do carro e ali ele dormiu na cidade de Embarcación. A pancada porém deve ter sido bem forte e durante a noite ele teve uma hemorragia, sendo que pela manhã seu estado era péssimo. Não encontramos um veterinário e partimos com ele assim mesmo, deixando-o mais tarde em uma forquilha de árvore próximo à cidade de Hickmann. Suas chances eram de poucas a remotas... 
Entre outras foram variadas, engraçadas e diversificadas as situações “on Tour”.

Etapa 03 - Peppe, "La Tirivita" de El Caburé - 07/04/2008
Etapa 02 - Santuário de Gauchito Antonio Gil - 06/04/2008
Etapa 08 - Piloto Despedindo-se do Chaco - 12/04/2008
Etapa 06 - Ajeitando o Gavião para a Viagem - 10/04/2008
Etapa 06 - Hard Bike "Hawk" Tour - 10/04/2008
Etapa 08 - Banhados de Gualamba - 12/04/2008

Desafio Chaco 1000 Milhas

No que tange ao desafio ciclístico em si e a execução das 1000 milhas propostas, o ritmo de pedalada imprimido desde a ponte sobre o Rio Paraná até a capelinha de Las Lomitas foi explosivo e avassalador. Sabíamos que as infindáveis retas, o forte vento, as condições climáticas e a enorme distância a ser superada em uma região inóspita e agressiva, poderiam e acabaram por tornar a Tour del Chaco numa verdadeira Guerra del Chaco. Eu porém estava bem preparado, aliás muito bem preparado, tanto no aspecto físico quanto no psicológico para encarar e literalmente, pulverizar as rutas e retas de Gualamba. A preparação e treinamento específico para as 1000 milhas do Chaco envolveram cerca de 100 dias (24/12/07 a 03/04/08) e um total de 6.200 km pedalados pelos arredores de Londrina.
Tínhamos plena consciência e certeza de que eu teria que pedalar muito, mas muito mesmo. O bicho iria chorar!!
Já no primeiro dia de batalha mostrei ao Chaco que a guerra seria feroz: 187 km de pura detonação entre o Rio Paraná e a cidade de Pres. Roque Saenz Pena. As etapas 1,2 e 3 (até Tacopozo) desenrolaram-se embaixo de um sol causticante e impiedoso, com um consumo médio de 10 litros de tudo que fosse bebível e muito chocolate. A grande maioria das cidades no meio do “Hell Green” são na verdade vilarejos que nada tem a oferecer além de um mercadinho e/ou mercearia que para nós contudo era o suficiente para abastecer o tanque: suco de soja, água mineral e refrigerantes em uma autêntica overdose líquida. Outras entretanto, eram cidades relativamente grandes e bem estruturadas com restaurantes e tudo o mais, como por exemplo: Aviá Teraí, Pampa de los Guanacos, Monte Quemado além de Saenz Pena e Taco Pozo. No caminho a grande salvação eram os poucos postos de combustível com suas lojas de conveniências. Foram 03 dias de muito sol, sede e pedal e com alguns pneus furados principalmente após Pampa de los Guanacos por conta de alguns desvios e pequenos trechos em estradas de chão. A etapa 2 foi a mais quente de todas, pois atravessamos a fervente região do Pampa del Infierno.
Chegamos em Taco Pozo com pouco mais de 500 km desde o Rio Paraná e no dia seguinte a coisa mudou de figura e mudou radicalmente; uma tempestade durante a noite transformou o cenário e a temperatura. Iniciamos a etapa 4 dentro e embaixo de muita água e com muito frio além do vento que por estarmos nos aproximando da Cordilheira dos Andes era mais forte e devido ao clima, bem gelado. Mesmo com a situação do carro atolado durante à tarde não teve acerto : detonei 150 km até a cidade de Joaquín V. González já praticamente aos pés da Cordilheira de onde já se avistavam as chamadas Sierras Subandinas, e ainda fomos premiados com um arco-íris nervoso no final da tarde.
Como a maior parte das cidades ficam a uma certa distância das pistas e porque nós entramos em praticamente todas por curiosidade e/ou necessidade e também com as idas e vindas por motivos diversos, chegamos em Joaquín González com praticamente metade das 1000 milhas pedaladas e começamos a cogitar a possibilidade que de completaríamos o percurso proposto de 1600 km / 1000 milhas antes do Rio Paraguay como projetado inicialmente, uma vez que também as informações de distâncias colhidas, pesquisadas e consideradas durante a montagem e confecção do projeto não condiziam com as placas de distâncias nas rodovias e muito menos com as distâncias percorridas in loco, ao vivo e a cores. Naquela altura, pelo andar da carruagem, se fossemos até o Rio Paraguay, chegaríamos lá com cerca de pelo menos 2000 km ou 1200 milhas, o que fugiria bastante do projeto “Tour del Chaco – 1000 Milhas” em todos os sentidos, sendo obrigatoriamente descartada tal situação.
A partir de Joaquín González e pelos próximos 300 km ( até Embarcación) estaríamos contornando a Planície de Gualamba em uma área geofísica bem interessante, uma zona de transição entre o Grand Chaco e a Cordilheira do Andes. Região com vento fortíssimo e de uma beleza ímpar, pois tínhamos a nossa direita os bosques e pântanos da imensa Planície do Chaco Gualamba e a nossa esquerda já se destacavam no horizonte as primeiras formações da imponente e magnífica Cordilheira dos Andes; alguns campos rasos e árvores bem diferentes mesclavam-se com a paisagem típica do Chaco.
As etapas 5 e 6 (González – Saravia – Embarcación) nessa região atípica e lindíssima foram instigantes com um clima temperado propício para pedalar e situações marcantes como a do gavião que encontramos pouco depois de Saravia. A etapa 6 foi uma das mais ferozes em termos ciclísticos, por conta de um corredor de vento contrário que pegamos pela manhã ( por cerca de 60 km), que realmente travou a bike. Mas com tudo e mais um pouco chegamos na cidade de Embarcación Del Bermejo, bem próximo da fronteira com a Bolívia, após 20 km tenebrosos entre Pichanal e Embarcación em uma estrada perigosíssima com muito movimento e um acostamento pedregoso e traiçoeiro.
Com o Diney arrepiando no apoio, uma bike ágil, robusta e confiável e eu tocando o horror nos pedais a Tour del Chaco estava empolgante e very, VERY HARD! E o bicho aos prantos querendo pular fora...
Iniciamos a sétima, penúltima e mais radical de todas as etapas de todas as Bike Tours na ruta 5 e 30 km depois de Embarcación deveríamos entrar na ruta 81, porém devido a empolgação nem percebemos o trevo que fica atrás de um posto de controle policial e andamos cerca de 10 km em direção a Bolívia, retornando após percebermos uma placa que indicava a proximidade da fronteira boliviana. Depois de cerca de 01 hora finalmente caímos na 81, ou seja, estávamos agora no Chaco Central, uma área ainda mais selvagem e desértica por estar entre os dois grandes rios da região ; o Bermejo ao sul e o Pilcomayo ao norte na fronteira com o Paraguay. Ao entrarmos na rodovia recentemente asfaltada em sua totalidade, com cerca de 50 km percorridos desde Embarcación não podíamos nem de longe imaginar que aquele seria o maior de todos os dias e que eu iria pedalar mais de 200 km na imensa reta. Com o gavião a beira da morte e um calor abafado e sufocante, entrei na 81 arregaçando e logo após a cidade de Hickmann abandonamos “El Gavilán” em uma árvore, torcendo por um milagre que lhe devolvesse aos céus. Almoçamos em Fortin Dragones por volta de 14h e já havíamos passado de 100 km pedalados. Com uma paisagem estonteante, um asfalto zerado e movimento praticamente zero, a pedalada foi evoluindo e ao entardecer com cerca de 150 km percorridos, chegamos na cidade de Coronel Solá, mas não podemos entrar na mesma pois estava tudo alagado e intransitável. Sendo assim a próxima cidade com hotel estava a pouco mais de 100 km e eu, após consultar o Diney resolvi estourar a boca do balão e tentar chegar em Ingeniero Juárez, sabendo que só chegaria lá de madrugada. Por volta de meia-noite paramos na pequena e simpática cidade de Los Blancos com 200 km percorridos e fizemos um big lanche em uma mercearia de uma comerciante muito gente fina. A noite estava mágica com o céu estrelado e uma garoa muito fina. Cobras, sapos, lagartos e escorpiões aos montes pela estrada, quilômetros e mais quilômetros sem cruzar ou sermos ultrapassados por qualquer tipo de veículo, a bike deslizando no tapete preto, a vida noturna de Gualamba explodindo nossa frente, os insetos famintos nos devorando a cada parada... Aquela não foi simplesmente uma noite; foi “A” noite !
Exatamente às 3h50 aportamos em Ingeniero Juárez. Nem acreditávamos que havíamos percorrido praticamente 300 km desde às 8h do dia anterior quando saímos de Embarcación em uma jornada radical de 20 horas. Bastante cansados, porém orgulhosos com a mega etapa cumprida e eu radiante com a quebra em 50 km de meu recorde anterior de distância percorrida em pista que era de 208 km na Volta do Paraná. Sabíamos que aquela tinha sido a maior, mais furiosa e mais alucinógena de todas as etapas de nossas aventuras e que, infelizmente, havia acabado.
Partimos de Ing. Juárez às 10h15 para cumprir a última etapa da Tour del Chaco. O dia estava maravilhoso: nublado, sem mormaço e com vento favorável que ajudou e muito pois não havíamos descansado o suficiente em Juárez. Estávamos com um total de 1400 km percorridos e até Las Lomitas seriam mais 165 km que nos dariam ao final do dia cerca de 99,5% das 1000 Milhas projetadas. Era o suficiente para encerrarmos a Hard Bike Tour III de maneira satisfatória e gratificante. A pedalada final foi tranquila e compassada com muitas paradas para filmagens, fotografias e trocas de ideias sobre a aventura e o futuro do Break on Through Project. O interior de Gualamba é lindo demais, uma paz total e indescritível, extrato destilado de natureza verde. O povo em geral é descendente de índios e apesar de muito pobre, é amistoso, honesto e sincero. Foi uma tarde agradável e maravilhosa no coração da imensa Planície, digna de encerramento da difícil e louca jornada. Chegamos finalmente em Las Lomitas pouco antes das 22h com um total de 1580 km e finalizei a Tour del Chaco ou War Chaco em uma capela na entrada da cidade, satisfeito com minha performance de chegar até ali em 8 dias e 14 horas desde o Rio Paraná, tendo praticado um cicloturismo de extrema resistência e altíssima qualidade em uma região fantástica...

... E o Bicho Chorou em Gualamba...!!

VALEU DINEY, VALEU LYNCON, VALEU GERAL...

OBRIGADO!

Lavoisier Richard

Etapa 01 - Descanso para a Batalha - 05/04/2008
Etapa 02 - Chegando no Inferno de Gualamba - 06/04/2008
Etapa 05 - Jararaca nos Momentos Finais - 09/04/2008
Etapa 04 - Gran Chaco Americano - 08/04/2008
Etapa 06 - El Gavilan, La Bike e La Ruta - 10/04/2008
Etapa 08 - Gualamba Eternizada na Memória - 12/04/2008

Aventura Dedicada à Pessoa de

Solange Coelho

"SOL"

SUPPORT BABY BIKE TEAM
Londrina – Paraná - Brasil
“Aqui o Bicho Chora”

Lavoisier Richard
Ciclista de Resistência

Lyncon Golfetto
GT Bike

Diney Rodriguez
Piloto de Apoio

Hard Bike Tour III - Tour del Chaco
Planície de Gualamba

1000 Milhas 
Rio Paraná até Las Lomitas
Argentina

Abril de 2008

Paraná

Hard Bike Tour II

PARANÁ 1500 MILHAS

Volta ciclística no Estado do Paraná

Parque Nacional do Iguaçu

2400km em 20 dias

1500 milhas

17 dias

84 cidades

Bacia do Rio Paraná

LONDRINA À LONDRINA

Cidade de Londrina

Via
ESTADO DO PARANÁ

Estrada do Rio Ivaí

PARANÁ SUPER TOUR

OUTUBRO DE 2007
10h de 10/10/2007 às 10h de 27/10/2007

Município de São Mateus do Sul

SUPPORT BABY BIKE TEAM

"AQUI O BICHO CHORA"

Igreja do Novo Horizonte

Apresentação

O Estado do Paraná ocupa uma área de 199.880 km. No Brasil, o estado faz parte da região Sul, fazendo fronteiras com os estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e dois países: Paraguai e Argentina. É banhado pelo Oceano Atlântico.
 Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé e Piquiri são os rios mais importantes.
O Paraná possui um relevo com formas de vasto planalto com uma pequena inclinação nas direções noroeste, oeste e sudoeste do Estado, com 05 (cinco) áreas geofísicas  que se sucedem de leste para oeste: Litoral; Serra do Mar; Primeiro Planalto ou de Curitiba; Segundo Planalto ou de Ponta Grossa; Terceiro Planalto ou de Guarapuava.
Possui grandes cadeias montanhosas, destacando-se além da serra do Mar a serra da Fartura, a serra do Espigão e a serra do Paranapiacaba, que serão percorridas no trajeto.
O território do Paraná é revestido por dois tipos de vegetação original: florestas e campos. As florestas são subdivididas em floresta tropical e floresta subtropical. Os campos são subdivididos em campos limpos e campos cerrados.
É localizado na região de clima subtropical, com temperaturas amenas, e tem pequena parte na região de clima Tropical (norte) ,com clima seco.
Apresenta uma fauna rica e variada que inclui diversas espécies animais tais como: pacas, cotias, capivaras, quatis, lontras, lobos-guará, raposas, cachorros-vinagre, jaguatiricas, onças, pumas, entre outros, além de uma grande variedade de ofídios, destacando-se a cobra cascavel, a jararaca e a coral e várias espécies de lagartos. Possui ainda uma riquíssima gama de aves que habitam seu território sendo o mais conhecido e tipicamente paranaense a gralha azul, que tem a função natural de replantar o pinheiro , árvore símbolo do Estado do Paraná.

Localização do Paraná dentro do Brasil

Objetivos

Praticar ciclo-turismo de rendimento nas regiões mais distantes,desconhecidas e fronteiriças do Estado, travando contato com os costumes, pessoas e culturas das regiões visitadas e registrar em imagens e fotos as belezas naturais, personagens e tudo o que for interessante dentro do roteiro previsto,executando uma jornada inédita em terras paranaenses, e divulgando o marketing “GT bike” de todas as formas possíveis.
Aliando ao turismo uma performance ciclística de alto nível, tendo que pedalar uma distância mínima de 120 km por dia durante 20 dias, em variadas condições de relevo e condições climáticas, não devendo ultrapassar o limite de tempo proposto para  concluir a Hard Bike Tour II – Volta Ciclística do Estado do Paraná – Paraná GT Bike Tour/2400 KM.

VÍDEOS

DIÁRIO

Londrina até Querência do Norte:

425km em pista BR ou PR
15km em Trânsito Diverso
17 Cidades
10, 11 e 12/10/2007

Etapa 1 - Etapa Centenário

Londrina até Centenário do Sul

120km

10/10/2007

10h às 21h
via
Cambé - Bela Vista do Paraíso - Florestópolis - Porecatu
Rodovias PR 537 e 450

OPENTOUR 120

Pedalaço na estréia
Saída tumultuada
Ansiedade e calor
Estradas complicadas
Início promissor

Etapa 2 – Etapa Terra Rica

Centenário do Sul até Terra Rica

165km

11/10/2007

7h às 20h
via
Santo Inácio – Colorado – Paranacity – São João do Caiuá e Santo Antônio do Caiuá
Rodovias PR 340 , 463 , 464 ,476 , 556 e 557

POWERTOUR 165

Ritmo furioso
Serra do Lagarto
Calor extremo
Muito líquido
Desafio gigantesco

Etapa 3 – Etapa Querência

Terra Rica até Querência do Norte

140km

12/10/2007

7h às 20h
via
Diamante do Norte – Itaúna – Nova Londrina – Loanda 
Santa Cruz de Monte Castelo

Rodovias PR 157, 182 e 218

OVERTOUR 140

Pedalada forte
Clima variado
Vento contra
Muitos morros
Temporal na chegada

Querência do Norte até Barracão:

680km em pista BR ou PR
20km em Trânsito Diverso
27 Cidades
13, 14, 15, 16 e 17/10/2007

Etapa 4 – Etapa Altônia

Querência do Norte até Altônia

150km

13/10/2007

8h às 21h
via
Icaraíma – Vila Alta - Peróla
Rodovias PR 485 e 182

RIVERTOUR 150

Ritmo feroz
40km de chão
Balsa no Ivaí
Chuva e vento
Altônia agitada

Etapa 5 – Etapa Marechal

Altônia até Marechal Candido Rondon

130km

14/10/2007

9h às 18h
via
Iporã – Fco. Alves – Palotina – Maripá - Nova Santa Rosa
Rodovias PR 487, BR 272 , PR 182 ,191 e 467

PREMIUMTOUR 130

Pedalada traquila
Horário de verão
Ótimo clima
Grandes retas
Estradas vazias

Etapa 6 – Etapa Medianeira

Marechal Candido Rondon até Medianeira

130km

15/10/2007

7h às 18h
via
Pato Bragado – Entre Rios – Santa Helena – Missal
Rodovias BR 467 e 163

RAINTOUR 130

Ritmo nervoso
Clima instável
Visual diferente
Chuva à tarde
Muita chuva

Etapa 7 – Etapa Santa Lucía

Medianeira até Santa Lucia

130km

16/10/2007

9h às 20h
via
Matelândia – Céu Azul – Santa Tereza do Oeste – Lindoeste
Rodovias BR 277 e PR 182

PARKTOUR 130

Pedalada violenta
Manha de dilúvio
Parque do Iguaçu
PR-182 venenosa
Tarde espetacular

Etapa 8 – Etapa Barracão

Santa Lucia até Barracão

140km

17/10/2007

7h às 19h
via
Capitão Leônidas Marques – Capanema – Planalto – Peróla
Pranchita – Santo Antônio do Sudoeste
Rodovias PR 182 e BR 163

HEAVYTOUR 140

Pegada pesada
Sudoeste lindo
Tempo bom
Morros e cidades
Estrada letal

Barracão até Lapa:

535km em pista BR ou PR
40km em Trânsito Diverso
11 Cidades
18, 19, 20 e 21/10/2007

Etapa 9 – Etapa Pato

Barracão até Pato Branco

120km

18/10/2007

9h às 17h
via
Flor da Serra do Sul – Marmeleiro – Vitorino
Rodovias BR 163 e PR 280

RACETOUR 120

Ritmo veloz
Boas descidas
Metade do roteiro
Serra da Fartura
Dia estimulante

Etapa 10 – Etapa Palmas

Pato Branco até Palmas

100km

19/10/2007

11h às 17h
via
Mariópolis – Clevelândia
Rodovias PR 280

SHOWTOUR 100

Pedalada pauleira
Entrevista jornal
Belas paisagens
Ótimas condições
Alto rendimento

Etapa 11 – Etapa União

Palmas até União da Vitória

140km

20/10/2007

10h às 20h
via
General Carneiro
Rodovias PR 280 e BR 153

HARDTOUR 140

Ritmo acelerado
Campos magníficos
Usina de vento
Serra do Espigão
Visuais diferentes

Etapa 12 – Etapa Lapa

União da Vitória até Lapa

175km

21/10/2007

8h às 20h
via
São Mateus do Sul
Rodovias BR 476

IRONTOUR 175

Pedalada turbo
Estrada Tenebrosa
Clima excelente
Vontade de pedalar
Record de distância

Lapa até Arapoti:

390km em pista BR ou PR
20km em Trânsito Diverso
13 Cidades
22, 23, 24 e 25/10/2007

Etapa 13 – Etapa Pinhais

Lapa até Pinhais

140km

22/10/2007

9h às 19h
via
Campo do Tenente – Quitandinha- Mandirituba 
Fazenda Rio Grande – Curitiba – Pinhais
Rodovias PR 427 e BR 116

MONGETOUR 140

Ritmo lento
Gruta do Monge
Entrevista Jornal
BR-116 perigosa
Cansaço moderado

Etapa 14 – Etapa Pit Stop

Estadia em Pinhais para descanso e lazer

23/10/2007

SOCIALTOUR

Descanso e lazer
Comida da mamãe
Visitas familiares
Passeios e compras
Concentração final

Casa da Babãe em Pinhais

Etapa 15 – Etapa Cerro

Pinhais até Cerro Azul

120km

24/10/2007

10h às 18h
via
Colombo – Bocaiúva do Sul – Tunas do Paraná
Rodovias BR 116, 476 e PR 340

JUNGLETOUR 120

Jornada suada
Estrada da Ribeira
Morro do Santana
Mata exuberante
30km de chão

Etapa 16 – Etapa Arapoti

Cerro Azul até Arapoti

120km

25/10/2007

7h às 19h
via
Doutor Ulisses - Jaguariaíva
Rodovias PR 092 e 151

VALLEYTOUR 120

Pedalada quente
Garoa e terra
Vale do Ribeira
Visual total
Serra do Paranapiacaba

teste

PERCURSO PREVISTO DA BIKE TOUR

1000 Km / 600 milhas – Variação máxima 80 Km / 50 milhas

PERCURSO OFICIAL DA BIKE TOUR

1040 Km / 650 milhas

DATA/TEMPO/PROGRAMAÇÃO DE VIAGENS

- Saída de Londrina - 01/03/2007
- Chegada em San Martin - 05/03/2007
- Início da Bike Tour - 07/03/2007
- Final da Bike Tour - 17/03/2007
- Saída de Puerto Madryn - 18/03/2007
- Chegada em Londrina - 21/03/2007

Patagônia

Hard Bike Tour I

PATAGÔNIA 600 MILHAS

Tour Colorada

Cordilheira dos Andes ao Oceano Atlântico

Tour Colorada: Da Cordilheira dos Andes ao Oceano Atlântico, de San Martin de los Andes a Praia de Puerto Madryn, via Deserto da Terra Colorada.

NORTE DA PATAGÔNIA
ARGENTINA
AMÉRICA DO SUL

600 MILHAS

Março/2007

By Support Baby Bike Team

Londrina - Paraná - Brasil

"HERE THE DEVIL CRIES"

APRESENTAÇÃO

- A Patagônia é um vasto, pedregoso e semi-árido platô com aproximadamente 700.000 (setecentos mil) quilômetros quadrados, o equivalente a uma área maior que a região sul do Brasil, localizado ao Sul da Argentina, no Sul das Américas. Distante em linha reta cerca de 4.000 (quatro mil) quilômetros a sudoeste de Londrina-Pr.;
- Suas fronteiras naturais são: Ao norte o Rio Colorado, ao sul o Estreito de Magalhães, a oeste a Cordilheira dos Andes e a leste o Oceano Atlântico;
- Vegetação esparsa, seca, arbustiva e espinhosa; ventos secos, fortes e constantes para leste, oriundos da Cordilheira dos Andes na direção do Oceano Atlântico varrem a região velozmete;
- Chuvas raras, índice pluviométrico anual de cerca de 12 (doze) vezes menor em relação ao índice da região de Londrina-Pr.;
- Temperatura média no deserto acima dos 30ºC, sensação térmica menor em virtude dos ventos, por volta de 25º C;
- Densidade populacional na região central da Patagônia (deserto) é mínima, na faixa de 01 (um) habitante por milha quadrada (1609 metros), podendo chegar nas grandes cidades do Litoral e da Cordilheira até a faixa de 15 (quinze) habitantes por milha quadrada (Rawson, Camarones, Bariloche etc...);
- Fauna rica e diferenciada.

* A porção Andina atrai milhares de turistas de todo o mundo o ano inteiro com paisagens montanhosas, neve, lagos e florestas magníficas, com uma fauna bastante diversificada, tendo as cidades de San Carlos de Bariloche e Calafate seus pontos turisticos mais freqüentados.

* No deserto Tatus, Camelos, Carneiros, Cavalos selvagens e Avestruzes dividem a paisagem com Lebres imensas; os Marás da Patagônia, espreitadas por Lobos (zorro colorado), Pumas e Raposas. No meio da vastidão desolada, verdadeiros oásis em forma de lagoas, bebedouros naturais para os animais do deserto e refúgio de inúmeras e variadas espécies de aves, entre elas o famoso Flamingo.

* A costa litorânea da Patagônia é uma das mais importantes reservas marinhas do mundo, com forte atração turística onde co-habitam dezenas de milhares de Pingüins, Baleias de vários tipos e tamanhos entre as quais as temidas Orcas, Leões e Elefantes marinhos. No ar, aves estranhas e carnívoras como os Petréis e as Proselárias, atacam animais na praia. 

* Pode ser visualizada em vermelho no mapa abaixo, dentro da República Argentina (em verde), sendo a Terra Colorada a porção correspondente a região norte - nordeste do território da Patagônia

ROTEIRO

Percurso traçado dentro das Províncias de Néuquen, Rio Negro e Del Chubut 

Ponto de partida: Cordilheira dos Andes - Cidade de San Martin
Ponto de chegada: Oceano Atlântico - Cidade de Puerto Madryn 

Mapa do percurso com indicação numerada da rota oficial:

*Obs 1.: Na região da Cordilheira dos Andes, no início do percurso, fomos obrigados a alterar o roteiro por questão de obras na ruta que havíamos escolhido originalmente, desviando da entrada do Parque Nahuel Huapi por Villa la Angostura.

*Obs 2: Devido a uma questão de ordem técnica (o carro por nós alugado não apresentava condições de atravessar a pedregosa e complicada meseta de somuncurá). Fizemos uma alteração no traçado original da Bike Tour a partir da Cidade de El Cain, já na Terra Colorada.

*Nota: Os desvios citados não alteraram a distância/kilometragem prevista inicialmente (cerca de 600 milhas), mas modificaram o roteiro original da Bike Tour como pode ser observado nas linhas pontilhadas em azul no mapa acima.

FASES, REGIÕES GEOFÍSICAS E DISTÂNCIAS DENTRO DO PERCURSO 

1ª FASE

Região da Cordilheira dos Andes - 180 km

2ª FASE 

Região do Planalto Patagônico - 270 km 

3ª FASE 

Região da Estepe Colorada - 520 km

4ª FASE

Região do Litoral Atlântico - 70 km

ROTA DA BIKE TOUR - ETAPAS E FASES

1º DIA - ETAPA 1 - FASE ANDINA
07/03/07 
San Martin –> Villa de La Angostura
VIA CAMINHO DOS SETE LAGOS
110 Km
Rutas 234/23

2º DIA - ETAPA 2 - FASE ANDINA 
08/03/07
Villa de La Angostura –> S. Carlos de Barilóche
VIA LAGO NAHUEL HUAPI
70 Km
Ruta 231

3º DIA - ETAPA 3 - FASE DO PLANALTO
09/03/07
S. Carlos de Barilóche -> Comallo
VIA CIDADE DE PILCANIYEU
100 Km
Ruta 23

4º DIA - ETAPA 4 - FASE DO PLANALTO
10/03/07
Comallo -> Ingeniero Jacobacci
VIA CIDADE DE CLEMENTE ONELLI
90 Km
Ruta 23

5º DIA - ETAPA 5 - FASE DO PLANALTO

11/03/07
Ingeniero Jacobacci –> Maquinchao
VIA BAJO DE LA MESETA DE COLITORO
80 Km
Ruta 23

6º DIA - ETAPA 6 - FASE DA ESTEPE
12/03/07
Maquinchao–> El Cain
VIA LAGOA ÑE-LUAN
90 Km
Ruta 05

7º DIA - ETAPA 7 - FASE DA ESTEPE
13/03/07
El Cain –> Pampa de Talagapa
VIA SIERRA CHAUCHAYNEU
70 Km
Ruta 08

8º DIA - ETAPA 8 - FASE DA ESTEPE
14/03/07
Pampa de Talagapa –> Gan Gan
VIA PAMPA DE SACANANA
70 Km
Ruta 0

9º DIA - ETAPA 9 - FASE DA ESTEPE
15/03/07
Gan Gan –> Bajada del Diablo
VIA SIERRA DE LOS CHACAYS
170 Km
Ruta 08

10º DIA - ETAPA 10 - FASE DA ESTEPE
16/03/07
Bajada del Diablo –> Gaiman
VIA BAJO DE LA TIERRA COLORADA
120 Km
Ruta 11

11º DIA - ETAPA 11 - FASE LITORÂNEA
17/03/07
Gaiman –> Puerto Madryn
VIA RUTA PAN-AMERICANA
70 Km
Ruta 03

PONTOS E LOCAIS DE INTERESSE NO PERCURSO 

- Cordilheira dos Andes
- Cidade de San Martin
- Parque Nacional de Lanin
- Sete Lagos
- Parque Nahuel Huapi 
- Cidade de Bariloche
- Lagoa los Juncos
- Arroio Pichi Leufu
- Cidade de Pilcaniyeu 
- Cidade de Comallo 
- Planalto da Patagônia
- Cidade de Ingeniero Jacobacci 
- Lagoa Crokes
- Bajo de la Meseta de Colitoro
- Cidade de Maquinchao
- Estepe Colorada
- Bajada Guadalupe
- Cidade de El Cain
- Lagoa Ñe-Luan
- Sierra Chauchaynéu
- Pampa de Talagapa
- Pampa de Sacanana
- Cidade de Gan Gan
- Sierra Rosada
- Sierra de los Chacays
- Bajada Moreno
- Bajada del Diablo
- Arroio Perdido
- Bajo de la Tierra Colorada
- Cidade de Gaiman
- Cidade de Trelew
- Rodovia Pan-Americana 
- Oceano Atlântico
- Golfo Nuevo
- Cidade de Puerto Madryn

PERCURSO PREVISTO DA BIKE TOUR

1000 Km / 600 milhas – Variação máxima 80 Km / 50 milhas

PERCURSO OFICIAL DA BIKE TOUR

1040 Km / 650 milhas


DATA/TEMPO/PROGRAMAÇÃO DE VIAGENS

- Saída de Londrina - 01/03/2007
- Chegada em San Martin - 05/03/2007
- Início da Bike Tour - 07/03/2007
- Final da Bike Tour - 17/03/2007
- Saída de Puerto Madryn - 18/03/2007
- Chegada em Londrina - 21/03/2007

FOTOS

VÍDEOS

DIÁRIO

Pré-tour - 01/03/07 a 06/03/07 
Viagem de ônibus Londrina:

San Martin de los Andes
via
Foz do Iguaçu – Buenos Aires

Saímos de londrina na noite de 01/03/07 chegando em Foz no dia seguinte e fomos conhecer o Parque das Cataratas do Iguaçu. Embarcamos no dia 03/03/07 ao meio-dia para Buenos Aires, chegando na capital argentina no dia 04/03/07 pela manhã e embarcando no mesmo dia para San Martin de los Andes chegando nesta cidade no dia 05/03/07 às 17hrs. Viagem longa e cansativa porém com visual compensador, principalmente depois da imensa barragem do Rio Colorado (13 km) com a Patagônia descortinando-se à nossa frente. A região de Zapala é coisa de Aldous Huxley com um cenário cinematográfico. Na chegada em San Martin alugamos um carro vermelho da marca Suzuki e um chalé irado com hidro e tudo o mais. Iniciamos preparativos para o início da Bike Tour no dia previsto 07/03/07. Ficamos um dia em San Martin descansando e conhecendo este lindo e muito caro lugar as margens do Lago Lácar com uma prainha muito descolada. Estranhamos muito a comida nesta parte da argentina e fomos dormir bem cedo para estarmos 100% no dia seguinte quando iniciaríamos a Bike Tour.

ETAPA 1 - 07/03/07

SAN MARTIN DE LOS ANDES ATÉ VILLA DE LA ANGOSTURA 
110 km
12h30 às 22h30
RUTAS 234 e 231

Iniciamos a Bike Tour do Lago Lácar na entrada do Parque Nacional Lanin, na cidade de San Martin de los Andes, às 12:30hs. Resolvi pedalar num ritmo bastante forte e parece que estava adivinhando o que viria pela frente: logo ao contornar o lago me deparei com um morro de aproximadamente 5 km de extensão e depois de 40 km de asfalto subindo a cordilheira peguei uma verdadeira pedreira: 50 km de estrada de pedra com direito a lama vulcânica e muitas curvas; levei 6 horas para sair desse trecho. O clima instável me obrigava a trocar constantemente de roupa ora colocando blusas e ora ficando de camiseta conforme a temperatura do local em que estava. O visual da Cordilheira dos Andes é qualquer coisa fora de série com montanhas intermináveis e geladas e lagos tão grandes quanto lindos. Fiz o caminho dos 7 lagos até Angostura passando pelos Lagos Lácar, Machonico, Villarino, Falkner, Correntoso, Espejo e o maior de todos: o Lago Nahuel Huapi. Fantástico! Chegamos em Villa la Angostura por volta de 22:30hs comemos algumas empanadas com pizza e dormimos num posto de gasolina dentro do automóvel, pois pretendíamos sair de madrugada em direção a Bariloche.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA BRUTAL EM CONDIÇÕES EXTREMAMENTE DIFÍCEIS E ESTRANHAS.

ETAPA 2 - 08/03/07

VILLA DE LA ANGOSTURA ATÉ SAN CARLOS DE BARILOCHE 
70 km
06h30 às 15h 
RUTAS 231, 237

Saímos do posto de gasolina em que passamos a noite às 06h30 com uma garoa fortíssima e um vento mais forte ainda. Tivemos nos primeiros 10km a companhia de dois cães gigantescos e folclóricos da região cujos nomes eram Horácio (Rottweiler com Labrador) e Rodolfo (São Bernardo). No começo foi legal mas depois começou a nos preocupar pois eles davam a impressão de que iriam nos acompanhar até o oceano. Armamos uma estratégia e nos livramos dos cães fazendo com que eles retornassem para Angostura. As condições climáticas estavam bastante complicadas: muito vento, chuva e frio, meus dedos chegaram a congelar apesar de estar usando luvas e meias nas mãos. O ritmo de pedalada foi bem light, em ritmo de tour pois a maior parte do percurso até Bariloche era em declive cordilheira abaixo. Muitas trocas de roupas e paradas para filmagens e fotografias. O lago Nahuel Huapi é gigantesco, andamos paralelamente a ele por cerca 40km e o visual é alucinante. Chegamos no balneário de Dina Huapi (10km de Bariloche) por volta de 16h, alugamos um chalé e fomos até a cidade de Bariloche comer alguma coisa, trocar dólares e comprar materiais de fotografia e filmagens.

ETAPA 3 - 09/03/07

SAN CARLOS DE BARILOCHE ATÉ COMALLO 
100 km 
10:00hs ÀS 21:00hs 
RUTA 23

Entramos no deserto (Planalto da Patagônia) a partir de Dina Huapi por volta de 10h, após deixarmos o aconchegante chalé da Dona Clarita e já percebi que realmente o bicho iria grudar na bicicleta. Trepidação total e constante, terreno arenoso com pedras enormes que me obrigavam a mudar constantemente a direção da pedalada. Visual fora do comum principalmente nos primeiros 60km em que a Cordilheira dos Andes ainda se faz presente dentro do planalto com pedras e montanhas gigantescas. Adotei no deserto a mesma tática do primeiro dia na cordilheira, ou seja, detonação total em ritmo frenético nos primeiros 50km de pedalada (detonar para não ser detonado). Passamos pela cidade de Pilcaniyeu, pronuncia-se pilcaneju, que seria o primeiro ponto de parada da Bike Tour por volta de 15h e eu estava tão acelerado que resolvi adiantar um dia do roteiro original e seguir até Comallo chegando nesta cidade por volta de 21h. Encontramos paisagens magníficas e bastante diferentes com algumas lagoas e também um rio chamado Pichi Leufu muito lindo, passamos a nos deparar também com muitos animais mortos na beira da estrada (coelhos e raposas principalmente). Encontramos em Pilcaniyeu um agrimensor do governo argentino que nos preveniu dos riscos e prováveis problemas que teríamos se tentássemos atravessar a Meseta de Somuncurá com o carro que alugamos, segundo ele de 10 pickups 4x4 que tentam a travessia, pelo menos 04 voltam de reboque. Resolvemos não nos preocuparmos com isto pois a meseta estava a cerca de 300 km e tínhamos muito chão até chegar lá e decidir o que fazer. Alugamos um quarto na casa de uma senhora para passar a noite e tomar banho, pois não existe hotel em Comallo. Clima no planalto desértico bastante variável com vento muito forte.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA FEROZ EM CONDIÇÕES DE PISTA ADVERSAS, COM FORTE E VARIÁVEL VENTO.

ETAPA 4 - 10/03/07

COMALLO ATÉ INGENIERO JACOBACCI
90 km
08h30 às 17h30 
RUTA 23

Após uma noite reconfortante de sono e muitas empanadas, deixamos Comallo com a estrada aparentemente em melhores condições do que no dia anterior, tivemos dois pneus furados em sequência após a minúscula localidade de Clemente Onelli e aproveitamos para colocar os pneus com cravos, mais adequados ao tipo de terreno que eu estava pedalando agora. Passamos por 02 serras nervosas em que tive que colocar em prática todo o condicionamento que havia adquirido nos últimos 06 meses quando treinava 6h por dia numa média de 100km/dia. A troca de pneus melhorou a aderência e a segurança da pedalada que estava em ritmo bastante forte. Cerca de 30km antes de Jacobacci encontramos um grupo de ciclistas profissionais que já haviam dado volta ao mundo de bicicleta, com apoio de caminhonetes e motos (franceses, italianos, americanos e etc...), acompanhei os caras por uns 10km e depois quando vi tinha aberto pelo menos 50 metros do líder do grupo. Quando parei para fotografar na entrada de Jacobacci eles me alcançaram, perguntaram minha idade, a quanto tempo eu andava daquela maneira e se eu como eles ganhava alguma coisa (dinheiro) para pedalar. Fiquei bastante lisonjeado e expliquei a eles que pelo contrário, provavelmente teria que disponibilizar recursos próprios para terminar a travessia até o oceano. De qualquer maneira me elogiaram muito e acabamos ficando no mesmo hotel em Ingeniero Jacobacci, porém a rota deles era outra e não nos vimos mais. A cidade de Jacobacci é provavelmente a maior dentro do deserto da terra colorada pois é um entroncamento ferroviário do trem patagônico que leva mercadorias para a cordilheira dos andes. Cidade muito agradável e até com vida noturna bastante agitada, porém não tínhamos tempo para nada além de comer e dormir para estar ok no dia seguinte quando o bicho novamente estaria nos esperando.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA FORTE COM CONDIÇÕES VARIÁVEIS DE PISTA, COM FORTE VENTO LATERAL.

ETAPA 5 - 11/03/07

INGENIERO JACOBACCI ATÉ MAQUINCHAO
80 km
15h às 20h45 
RUTA 23

Após uma manhã de descanso e muita alimentação em Jacobacci resolvemos sair em direção a Maquinchao por volta de 15h (depois de ter que voltar para carregar as baterias da filmadora). Na saída da cidade quando fazíamos uma filmagem explicativa do nosso roteiro tivemos a felicidade de sermos entrevistados, meio por acaso pelo repórter Marcelo do Canal 7 da TV Jacobacci que passava casualmente pelo local em que filmávamos e interessou-se em saber qual era o motivo da filmagem. Disparei em ritmo bastante acelerado, pois o vento era favorável e tão forte que empurrava a bicicleta sem necessidade de pedalar. Na saída de Jacobacci uma reta monstruosa de 32km que pode ser visualizada no mapa do percurso (roteiro da Bike Tour), duas horas de pedal naquela sucessão infinita de pontos. Uma doideira, nunca tínhamos visto uma reta tão reta e tão grande. No meio do caminho encontramos uma laguna enorme chamada Laguna Crokes distante cerca de 200 metros da estrada. Não tive dúvidas, parei a bicicleta e sai correndo em direção a ela; simplesmente fantástico. Pegadas e vestígios de mais de uma dezena de animas inclusive do temido zorro colorado e também de pumas na beira da lagoa. Muito legal. Após a lagoa que fica mais ou menos na metade do caminho continuei pedalando de forma acelerada aproveitando as condições favoráveis do vento e também da estrada que em algumas poucas partes apresentava melhores condições de pedalada. Paramos bastante para fotografias e filmagens. Soubemos da história de um puma gigantesco que matou várias cabeças de gado e ovelhas na região e que encontraríamos seu corpo empalhado após ser morto pelos fazendeiros em uma fazenda a cerca de 10km da lagoa e realmente o felino era muito grande, apavorante mesmo. Segundo nos contaram foi quase um mês de emboscadas e armadilhas para capturar a fera. O pessoal da região acreditava que ele veio da cordilheira porque os pumas do planalto são bem menores. A pedalada continuou de maneira forte e tranquila até avistarmos a cidade de Maquinchao por volta de 21h.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA ACELERADO COM CONDIÇÕES GERAIS FAVORÁVEIS, PRINCIPALMENTE O VENTO.

ETAPA 6 - 12/03/07

MAQUINCHAO ATÉ EL CAIN
90 km
11h às 22h30 
RUTA 5

Fim do planalto, fim de "estrada razoável", fim de alimentação satisfatória, fim do que já não estava fácil. Maquinchao sempre foi considerado dentro do roteiro da Bike Tour como um ponto nevrálgico, um verdadeiro divisor de águas. A partir daí estaríamos entrando na difícil e surpreendente estepe da terra colorada. Isso significava que a coisa iria ficar mais para heavy do que para hard, mas era o que buscávamos e o que certamente atingiríamos. Sem considerar ainda que eu deixaria de ter um pseudo-aliado para ter, em certas situações e etapas um inimigo muito poderoso: o vento patagônico que tem uma força que só quem o conhece pessoalmente pode entender o que significa pedalar contra ele. Afora também a questão da Meseta de Somuncurá que eu já havia decidido por bem da Bike Tour desviá-la pelo pampa de Talagapa até a cidade de Gan Gan onde decidiria a rota de continuidade até o oceano. Quando passeávamos por Maquinchao pela manhã encontramos com algumas crianças que levavam 02 chevitos (raça de carneiro), para serem abatidos em uma festa local. Os animais eram cativantes e tentamos comprá-los para soltá-los no deserto, porém não quiseram nos vender. Saímos de Maquinchao por volta de 11h já com o vento atrapalhando bastante em certas ocasiões. O percurso inicial pela terra colorada foi algo inesquecível, a paisagem contínua e tipicamente patagônica: arbustiva, seca e espinhosa. Por volta de 15h chegamos na Lagoa Ñe-Luan (olho de guanaco), um lugar que deve ter caído do Éden ou do Valhala. Uma lagoa enorme, com várias espécies de aves, inclusive flamingos, uma água doce e gelada com montanhas em volta e uma praia de se tirar o chapéu, a roupa, a bicicleta e tudo o mais que tiver para poder mergulhar nela. Ficamos cerca de 01 hora curtindo o silêncio, a paz e o visual do lugar. Na sequência da pedalada que continuava em ritmo difícil, começamos a avistar a borda ocidental da poderosa Meseta de Somuncurá. A cerca de 20 km de El Cain iniciamos a descida da Bajada de Guadalupe (padroeira de El Cain), outro lugar paradisíaco, um enorme vale com várias lagunas pequenas e enormes cavalos selvagens soltos pelo local, com enormes e escarpadas montanhas que por vezes lembravam as paredes dos campos gerais do paraná. Visual estupefaciente. Chegamos em El Cain por volta de 21h. Nada existe em El Cain, parece um vilarejo fantasma dos filmes de velho oeste. Mesmo assim você tem que se identificar no posto policial e dizer o que está fazendo ali, quanto tempo pretende demorar e outras coisitas mais, pois você acaba de entrar na área da Meseta de Somoncurá. Acabamos dormindo numa cela da delegacia mesmo pois foi o máximo que conseguimos e "alugamos" uma tia muito gente fina chamada Dona Joana que fritou salame com ovos e fez um café nervoso para que a gente abastecesse os cadáveres. Um lugar inacreditável em uma região mágica, desabitada, hostil e deslumbrante.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA NORMAL EM CONDIÇÕES DIFÍCEIS E COM O VENTO VARIANDO A DIREÇÃO.

ETAPA 7 - 13/03/07

EL CAIN ATÉ O PAMPA DE TALAGAPA
70 km
10h às 18h
RUTA 8

Acordamos por volta de 07h e voltamos de carro até a Bajada de Guadalupe para filmar a região pois estávamos sem bateria na filmadora quando passamos pelo local no dia anterior. Voltamos a El Cain sabendo que realmente a coisa ia complicar bastante. Primeiro porque iríamos entrar em uma ruta natural que é a pior de todas as rutas de pedra, se é que existe alguma delas que não seja ruim. Alimentação decente e banho só na cidade de Gan Gan a 140 km de distância, tendo um pampa nervoso e considerado uma das regiões mais remotas do planeta terra para tentar atravessar em um único dia: o Pampa de Talágapa. Missão praticamente impossível se considerarmos as condições da estrada e a força do vento contra. Após um café da manhã reforçado na casa da Dona Joana, saímos de El Cain por volta de 10h da manhã e andamos alguns kilometros ainda pela ruta 5 (que é uma ruta provincial) e logo caímos na trágica ruta 8, um típico caminho de carroça, com a poderosa Sierra Chauchayneu logo de cara. Aconteceu uma situação inusitada quando prestamos os primeiros socorros a um tatu que estava cambaleando no meio da ruta com marcas de ataque de algum predador. Medicamos ele com mercúrio cromo e pomada cicatrizante e nos pareceu que o animal melhorou bastante pois saiu correndo em direção a uma moita com uma passada bem mais firme do que aquela que apresentava quando eu o encontrei. Logo nos primeiros kilometros as pedras começaram a desaparecer e tomou conta da estrada uma areia fofa e complicada que me obrigava a pedalar em pé além de lutar contra o vento, uma verdadeira epopeia ciclística. Cruzamos a fronteira das províncias (estados) de Rio Negro e Chubut por volta de 15h30, apenas 50 km depois de El Cain já se descartando qualquer possibilidade de se chegar em Gan Gan naquele dia, ou seja, acamparíamos em pleno Deserto do Pampa de Talágapa. Após 02 pneus furados, por volta de 18h e com cerca de 70 km percorridos, resolvemos parar, acampar e se acalmar para no dia seguinte chegar até Gan Gan. À noite no pampa o vento parece tornar-se mais forte ainda varrendo a região e sibilando pela planície. Jantamos alguma coisa que havia sobrado (salame frito, biscoitos, chocolate e refrigerantes mornos) e guardamos o resto do resto que havia sobrado para o café da manhã do dia seguinte. Trocamos umas ideias, curtimos o pôr-do-sol (muito bonito) e o céu estreladíssimo com uma lua que iluminava tudo até onde a vista alcançava e capotamos; Diney no carro e eu na barraca.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA CAÓTICO EM CONDIÇÕES EXTREMAMENTE ADVERSAS, COM VENTO CONTRA.

ETAPA 8 - 14/03/07

PAMPA DE TALAGAPA ATÉ GAN GAN
70 km
5h às 12h15 
RUTA 8

Acordamos as 05h e imediatamente após levantar acampamento disparei em direção a Gan Gan, tendo como aperitivo um pneu furado com 10 minutos de pedalada. A alvorada no pampa é qualquer coisa fora do contexto, muito linda mesmo. A estrada continuava em péssimas condições tanto para a bicicleta quanto para o "red suzy", um caos total. Na sequência por volta de 07h mais um pneu furado e aproveitamos o momento para "saborear" o nosso café da manhã com aquele variadíssimo cardápio já citado anteriormente. Batemos algumas fotos do alvorecer e seguimos viagem em ritmo lento e problemático. As 09h encontramos na beira da estrada o cadáver de um cavalo selvagem da raça Griss provavelmente morto por causas naturais, pois não apresentava sinais de ataque de lobos ou pumas. Era um animal bastante grande com patas e pernas muito fortes. Em relação a pedalada continuava cada vez pior pois encontramos uma máquina de terraplanagem que havia deixado a estrada muito pior do que já era, se é que se poderia piorar o que já era horrível. Lá por 11h começamos a entrar na borda oriental do pampa de Sacanana, o que significava que já estávamos a cerca de 20 km da cidade de Gan Gan. Ao subir um enorme morro me deparei com um vale em forma de "u" do tamanho aproximado da cidade de Londrina e no meio desta paisagem a bucólica cidade de Gan Gan; para chegar lá porém tínhamos que fazer uma curva em descida de aproximadamente 10 km para então se aproximar definitivamente da pequena cidade. Chegamos em Gan Gan por volta de 12h15, exaustos, famintos e capotando de sono. O trecho em descida citado certamente foi uma das partes mais lindas da Hard Bike Tour. O vale é fortemente irrigado por arroios e enormes lagunas com o verde tomando conta da região, sendo bem diferente das outras regiões da estepe colorada. Muitos animais pastando em volta das lagoas e a cidade cercada por uma serra gigantesca: a Sierra Rosada. Outro visual deslumbrante. Na cidade pegamos o único hotel (Hotel La Ruta), até que muito bom se considerarmos o tamanho e o isolamento da cidade, apesar de Gan Gan ser um entroncamento de rutas. Almoçamos muito, tomamos um longo banho e dormimos um pouco durante a tarde e aproveitamos para que lavassem um pouco de nossas roupas.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA PENOSO E DIFÍCIL EM CONDIÇÕES GERAIS CATASTRÓFICAS.

ETAPA 9 - 15/03/07 

GAN GAN ATÉ A BAJADA DEL DIABLO
170 km 
8h30 às 23h30 
RUTA 11 

Depois de uma tarde de descanso, uma boa alimentação (inclusive com arroz, raridade na região) e uma ótima e longa noite de sono eu estava afiado para mais um dia de pedalada. Pesquisando na noite anterior nos mapas do hotel e conversando com caminhoneiros e pessoas da cidade fiquei sabendo da existência de uma região chamada Bajada Del Diablo, um lugar meio místico, misterioso e bastante perigoso. Conversinha ideal para atiçar meu espírito de aventura, ainda mais que teria que cruzar a tenebrosa Sierra de los Chacays, lugar desaconselhável para ciclistas pela enorme quantidade de lobos, pelo histórico de ataques anteriores e pela forma como eles atacam: em círculo sem deixar rota de fuga ou área de escape para a presa e/ou vítima. Não tive dúvidas em escolher esta arriscada rota como cardápio do dia para a Hard BikeTour, apesar da surpresa das pessoas e da cabreirice de meu piloto de apoio, principalmente em relação a Bajada Del Diablo, pois corre uma lenda/estória de que uma figura sobre-humana habita a área desde o século XVIII e que de vez em quando resolve apavorar e assustar quem passa naquela região. Para mim, porém, nada mais instigante e desafiador: desafiar primeiro os lobos e depois El Diablo. Saímos de Gan Gan por volta de 08h30 e eu iniciei a pedalada em um ritmo frenético pela ruta 04, logo entrando (10 km depois de Gan Gan) na pouco recomendável ruta 11 que me levou cerca de 01 hora depois a iniciar a subida da Sierra de los Chacays. As orientações que tive era para atravessá-la por volta de meio-dia, horário em que muito provavelmente os lobos (zorros colorados) estão dormindo. Iniciei a subida por volta de 10h e a descida as 11h, momento em que avistei um casal de lobos a cerca de 30 metros da ruta, eles me fitaram fixamente como que avaliando as possibilidades de sucesso em um provável ataque e eu aproveitando o declive acelerei o ritmo da pedalada e desci a serra a cerca de 50 km por hora. Felizmente o Diney não chegou a ver os animais e eu também não vi mais nada, apenas ouvia uivos à distância. A estrada, por ser uma ruta provincial, era bem melhor do que aquela do pampa de Talagapa, apesar de não ser nenhuma maravilha. Após a descida da serra entrei na Bajada Moreno, um lugar bonito e muito plano. O ritmo da pedalada continuava acelerado e nervoso, eu já tinha pedalado cerca de 80km por volta de 14h. Resolvemos parar para descanso, fotos e lanche uma vez que havíamos abastecido a "despensa" com guloseimas em Gan Gan. Após uma reta de cerca de 20 km deparei-me com uma placa bastante tosca indicando que eu estava entrando na Bajada Del Diablo. Inicialmente uma sucessão interminável de curvas em "s" ladeado por dois paredões de montanhas escuras e apavorantes com um precipício do lado esquerdo que se você caísse lá, tchau! Já era, não precisava nem chamar funerária. Calculei a sucessão de curvas em pelo menos 15 km, sendo que o detalhe é que a estrada havia ficado estreita tendo espaço suficiente para apenas um carro. Realmente cavernosa e traumática a região del bicho! Milagrosamente, encontramos muito tempo depois um amontoado de cinco casas e um bar, cujo o nome do local era Arroio Preto. Nessas alturas já tinha mais de 120 km pedalados e era por volta de 18h. Comemos alguma coisa e tomamos refrigerantes e sucos gelados e seguimos viagem até o final da bajada cerca de 50 km depois. A partir de Arroio Preto peguei um declive longo e suave de aproximadamente 40 km o que me fez detonar a pedalada batendo o recorde de distância percorrida dentro da bike tour: 170 km em um único dia até próximo do entroncamento das rutas 11 com 40, onde paramos por volta de 23h30 e dormimos dentro do carro para no dia seguinte seguir em direção ao litoral atlântico da Patagônia até encontrar o asfalto, seguindo pela região conhecida por Bajo de la Tierra Colorada (ruta 40) até a cidade de Gaiman.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA ALUCINANTE EM CONDIÇÕES FAVORÁVEIS DE TOPOGRAFIA E VENTO.

ETAPA 10 - 16/03/07

BAJADA DEL DIABLO ATÉ GAIMAN
120 km
8h às 17h 
RUTA 40

Saímos da Bajada Del Diablo por volta de 08h com um sol muito forte e a estrada em boas condições. Com o passar do tempo o ritmo da pedalada foi ficando penoso devido principalmente a noite mal dormida dentro do carro e também pela forte detonada do dia anterior. O sol estava realmente muito quente e a estrada possuía retas intermináveis e tivemos que parar muitas vezes para descanso e ingestão de líquidos. A parte baixa da terra colorada já se aproximando do litoral é muito rica em termos de fauna, encontramos muitos animais (principalmente bandos de guanacos) soltos na região. Paramos para bater várias fotos e fazer filmagens. Ansiosos pelo fim da estrada que desemboca na ruta 25, ruta esta asfaltada e já bem próxima do mar, porém as retas não terminavam e o asfalto parecia cada vez mais longe, além do cansaço cada vez mais forte. Algumas lagunas para refrescar as ideias e o corpo e muitos animas e também espécies de pássaros que não havíamos visto anteriormente. Depois de uma tarde extenuante chegamos finalmente por volta das 16h no sonhado asfalto da ruta 25 e eu e a bicicleta finalmente paramos de tremer. Daí até Gaiman foram apenas cerca de 10 km que percorri em cerca de 40 minutos, estando realmente muito cansado, provavelmente o maior cansaço de toda a Hard Bike Tour. Gaiman é uma cidade de colonização europeia, muito limpa, bonita e com todos os recursos, apesar de ser uma cidade satélite de Trelew, cidade esta com 100 mil habitantes a cerca de 12 km de distância. Pegamos um bom hotel, um bom banho e muita alimentação pois a cidade de Gaiman é muito rica em termos de gastronomia, tendo várias opções de restaurantes, pizzarias, sorveterias e afins. Havíamos concluído o penúltimo dia da Bike Tour e no dia seguinte fecharíamos a jornada.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA CANSATIVO E DIFÍCIL COM VENTO INSTÁVEL E BOAS CONDIÇÕES DE ESTRADA.

ETAPA 11 - 17/03/07

GAIMAN ATÉ PUERTO MADRYN
70 km
9h às 16h 
RUTAS 25 E 3

Saímos de Gaiman por volta de 09h depois de um bom café da manhã na Plaza España, loucos de vontade de chegar na rodovia Pan-Americana (ruta 3) que encontraríamos a partir de Trelew. Último dia e eu estava sentindo um misto de felicidade por estar concluindo a jornada e ao mesmo tempo sentindo tristeza por estar terminando a incrível aventura. Rapidamente percorri os 12 km que separam Gaiman de Trelew. A cidade de Trelew é bastante confusa com várias favelas em sua periferia, o trânsito é bastante complicado pois ninguém respeita preferencial ou placas de orientação, é tipo quem pode mais, chora menos. E eu finalmente entrei na grande rodovia, porém a dificuldade de se pedalar nela é muito grande; sem acostamento com um vento fortíssimo lateral e sérios riscos de queda quando da passagem de enormes e pesadas carretas pois o vácuo provocado por elas é muito forte. A pedalada continuou ora tranquila, ora complicada com retas muito grandes e o vento parecendo estar cada vez mais forte querendo me derrubar lateralmente. Por volta de 15h30, faltando 02 km para a entrada de Puerto Madryn o red suzy arriou. Partiu a correia dentada e o carro morreu em plena rodovia Pan-Americana. Azar e sorte ao mesmo tempo pois se isso tivesse acontecido no meio do deserto a coisa realmente iria ficar preta. Pedalei sozinho até Puerto Madryn e busquei socorro-guincho que rebocou o automóvel até uma oficina no centro da cidade. Solicitei ao Diney que fosse para a praia central do Golfo Nuevo no centro de Puerto Madryn onde encerramos a Hard Bike Tour por volta de 16h, com exatos 1040 km percorridos de bicicleta, o equivalente a 650 milhas. Comemoramos, filmamos e fotografamos a chegada na praia onde entrei com a bicicleta no oceano e fomos procurar um hotel para um merecido e demorado descanso.

RESUMO: RITMO DE PEDALADA COMPLICADO, COM FORTE VENTO E ÓTIMO ASFALTO SEM ACOSTAMENTO.

PÓS-TOUR - 17/03/07 a 22/03/07 

ESTADIA EM PUERTO MADRYN E VIAGEM DE ÔNIBUS PARA LONDRINA
VIA
BUENOS AIRES - FOZ DO IGUAÇU

Após a conclusão da Hard Bike Tour por volta das 16h, fotos e filmagens no local da chegada (e muita comemoração) procuramos um hotel para tomarmos banho e descansarmos, pois já havíamos devolvido o carro para a Rentacar e resolvemos passar o dia seguinte que era um domingo na cidade de Puerto Madryn para tentar embarcar rumo a Buenos Aires na noite seguinte. A viagem de volta transcorreu bastante tranquila e o Diney ainda ganhou uma garrafa de vinho em um bingo promovido pela empresa de ônibus que nos levou até Buenos Aires. O resto do trajeto até Londrina também se passou sem maiores contratempos, a não ser alguma espera nas rodoviárias de Foz e Buenos Aires aguardando conexão rodoviária. Chegamos na cidade de Londrina no dia 22/03/07 exatamente 21 dias depois de termos saído para realizar a Hard Bike Tour. Cansados e bem alegres. Foi isso aí...

CURIOSIDADES

BIKE UTILIZADA

- GT Bike MTB KALAHARI COLORADA 
SB-600

Quadro de aluminio, 21 marchas Shimano Acera Rapid Fire;
Suspensão zoom, 72 raias em Aros Aero escape e Selim ultra-gel;
Cubos tipo Roller Special, Mesa GTS e Freios V-Brake;
Customização geral by Richard.

BIKER

Lavoisier Richard

PILOT

Diney Rodriguez

EQUIPAMENTOS

- Bicicleta MB da marca GTbike;
- Automóvel de apoio; 
- Barraca de nylon;
- Equipamento de filmagem e fotografia;
- Acessórios de segurança (Bússolas, Walkie-talkies, etc...);
- Pneus, câmaras e peças de reposição;
- Kit com medicamentos de primeiros socorros.

Personagens que participaram de nossa jornada 

Capas dos DVDs originais das filmagens durante a realização da
Hard Bike Tour 1 - Patagônia 600 milhas

Capa do DVD Patagônia 600 Milhas

COLABORADORES

IMPRENSA

PRÉ-TOUR

PÓS-TOUR

Início

3g

O que é a ... HARD BIKE TOUR? 

HARD BIKE TOUR É CADA UMA DAS JORNADAS DE CICLO-TURISMO QUE CONSTITUEM E INTEGRAM O PROJETO BREAK ON THROUGH QUE VISA DESAFIOS CICLÍSTICOS DE EXTREMA DIFICULDADE PARA CONCLUSÃO, ALIANDO AVENTURAS TURÍSTICAS COM A PRÁTICA DE UM CICLISMO DE ALTA RESISTÊNCIA EM REGIÕES DIVERSAS DO CONTINENTE SULAMERICANO.

O objetivo essencial do Break on Through Project é planejar, organizar, divulgar e executar as jornadas ciclísticas denominadas Hard Bike Tours, que devem ser cumpridas dentro de um roteiro pré-definido em certo espaço de tempo e com previsão de distância a ser percorrida em países, estados, rodovias, províncias, regiões desabitadas, desérticas e/ou áridas da América do Sul, oferecendo um quadro de condições dentro do qual se possa atingir as seguintes metas:

--> Praticar ciclismo de resistência em região desconhecida, desabitada, inóspita e difícil, porém bela e fascinante e que ofereça elevado grau de adversidades;
--> Desafio de caráter instigante: Superação e conquista;
--> Alta dose de risco potencial envolvido em cada jornada;
--> Grande ousadia, forte determinação e extrema coragem;
--> Perigo vinculado e iminente a cada pedalada;
--> Inovação em atividade esportiva;
--> Pioneirismo e atitude de vanguarda;
--> Registrar (fotos/imagens) os habitantes, cultura, costumes, fauna e belezas naturais das regiões visitadas;
--> Praticar o inédito: fazer o que ainda não foi feito, ou o que foi feito muito pouco;
--> Submeter-se a um duro e difícil teste físico, tendo que em condições mínimas, pedalar cerca de 10hrs/100km por dia em jornadas superiores a 500 Km (ou 300 milhas) de distância e em variadas condições de terreno como: deserto, asfalto, terra, areia, regiões alagadas, planícies, estepes, pedras, beira-mar, calçamentos e etc, além de enfrentar condições climáticas extremas e estranhas, praticando o ciclo-turismo de aventura com rendimento, em condições gerais de sobrevivência e de cumprimento obrigatório do roteiro traçado bastante difíceis e com variados complicadores, dentro do espírito original e verdadeiro das Hard Bike Tours.

TBR

            

Release

~ inserir release ~

TRANSBRAZIL IRONBIKERACE

Concebido, projetado e realizado para ser, não obstante seu caráter amador, um dos mais difíceis e viscerais desafios de resistência ciclística do mundo, o TBR Ironbikerace veio a coroar de forma impactante os 15 anos do Break on Through Project desde a primeira jornada no Deserto da Patagônia, em março de 2007.

            Executado de maneira fiel e irrestrita ao release exposto acima, o desafio teve uma melhora no rendimento final estipulado, com uma média diária de 163 km pedalados em 588 horas corridas ou 24,5 dias por 4.002 km entre a cidade de Belém do Pará, na Floresta Amazônica até a região de Santa Maria, nos Pampas Gaúchos.

            Utilizando enorme resistência e reconhecida experiência, adquirida em mais de 20.000 km pedalados por todos os biomas da América do Sul, o ciclista acabou por dar um verdadeiro show ao vivo e a cores por mais de 115 cidades brasileiras.

            O título do evento já sintetiza o que foi a TBR Ironbikerace: uma corrida de ferro, atravessando de forma tenaz e contínua um dos maiores países do mundo. Uma furiosa  guerra física e psicológica, vencida em 25 grandes batalhas diárias.

            Com o foco travado no objetivo, uma disciplina feroz e um comprometimento total para com o sucesso do evento, o ciclista partiu de Belém/PA  imprimindo um ritmo de pedalada forte, constante e agressivo dentro de uma cadência confortável e  objetiva, até atingir 4.000 km  próximo da cidade de Santa Maria/RS.

            O sucesso obtido coloca a audaciosa e explosiva jornada nos patamares mais expressivos do ciclismo mundial, superando dentro de alguns critérios técnicos, grandes e tradicionais provas internacionais de ciclismo profissional, como a Tour de France e o Giro d’Italia, entre muitas outras ao redor do mundo, além de ter estabelecido, á época, vários recordes em aplicativo de GPS (Strava.com).

            Enfrentando no peito e na raça um quadro bastante complexo de adversidades entre variações climáticas, perigo constante e jornadas brutais na casa de 10 horas de pedalada por dia, o ciclista, além de acionar uma espécie de turbo a partir dos 3.000 km e aplicar um “Sprint”arrasador e decisivo nos últimos 1.000 km da prova, ainda se deu ao luxo de completar ao final do desafio, uma etapa extra de 67 km para o aplicativo Strava.com, uma vez que um problema técnico no aparelho de GPS no início da jornada, impossibilitou a transmissão de dados entre as cidades de Belém/PA e Castanhal/PA ( 78 km), motivo pelo qual pode-se dizer que a  TBR Ironbikerace teve duas largadas e duas chegadas, totalizando 4.069 km percorridos, ficando a cidade de Santa Maria como ponto referencial entre os dois pontos finais, cada um deles com 4.002 km desde suas respectivas largadas, a primeira no Centro de  Belém/PA e a segunda na  Praça do Cristo em Castanhal/PA.

            Com a fundamental e honrada participação de João Carlos Mineiro, que não mediu esforços na assistência ao ciclista durante a jornada e mais a colaboração financeira de mais de 100 incentivadores, que acreditaram no slogan do projeto  “Longe é um lugar que não existe”, o ciclista, praticando um ciclismo de raiz, simples e direto, impactou de forma inédita e significativa o universo do ciclismo, superando todas as dificuldades inerentes já previstas (e também as imprevistas), ministrando uma autêntica, personalizada e seminal aula de ciclismo, assombrando de maneira positiva e estimulante, os amantes e praticantes do esporte ao redor do planeta, e credibilizando de uma maneira automática, concreta e absoluta, todas suas outras 15 aventuras realizadas por todos os vários biomas da  América do Sul.

Etapas

Etapa 01 – 05/02/2022

Floresta Amazônica

Belém/PA até 

São Miguel do Guamá/PA

144 km

Tempo de jornada: 11 horas e 40 minutos

Tempo de pedalada: 08 horas e 55 minutos 

Distância acumulada no desafio:

144 km

ETAPA 02 – 06/02/2022

Floresta Amazônica

São Miguel do Guamá/PA até 

Região de Paragominas/PA

174 km

Tempo de jornada: 13 horas e 35 minutos

Tempo de pedalada: 10 horas e 43 minutos

Distância acumulada no desafio:

318 km

ETAPA 03 – 07/02/2022

Floresta Amazônica

Região de Paragominas/PA até

Itinga/MA

155 km

Tempo de jornada: 13 horas e 02 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 37 minutos

Distância acumulada no desafio:

473 km

ETAPA 04 – 08/02/2022

Floresta Amazônica

Itinga/MA até 

Ribamar Fiquene/MA

178 km

Tempo de jornada: 14 horas e 30 minutos

Tempo de pedalada: 11 horas e 09 minutos

Distância acumulada no desafio:

651 km

ETAPA 05 – 09/02/2022

Campos do Cerrado

Ribamar Fiquene/MA até 

Região de Araguaína/TO

169 km

Tempo de jornada: 13 horas e 16 minutos

Tempo de pedalada: 10 horas e 17 minutos

Distância acumulada no desafio:

820 km

ETAPA 06 – 10/02/2022

Campos do Cerrado

Região de Araguaína/TO até 

Região de Colinas/TO

161 km

Tempo de jornada: 12 horas e 26 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 19 minutos

Distância acumulada no desafio:

981 km

ETAPA 07 – 11/02/2022

Campos do Cerrado

Região de Colinas/TO até 

Região de Miranorte/TO

160 km

Tempo de jornada: 12 horas e 54 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 51 minutos

Distância acumulada no desafio:

1141 km

ETAPA 08 – 12/02/2022

Campos do Cerrado

Região de Miranorte/TO até 

Região de Santa Rita/TO

162 km

Tempo de jornada: 13 horas e 09 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 28 minutos

Distância acumulada no desafio:

1303 km

ETAPA 09 – 13/02/2022

Campos do Cerrado

Região de Santa Rita/TO até 

Alvorada/TO

166 km

Tempo de jornada: 13 horas e 18 minutos

Tempo de pedalada: 10 horas e 03 minutos

Distância acumulada no desafio:

1469 km

ETAPA 10 – 14/02/2022

Campos do Cerrado

Alvorada/TO até 

Santa Tereza/GO

162 km

Tempo de jornada: 12 horas e 23 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 28 minutos

Distância acumulada no desafio:

1631 km

ETAPA 11 – 15/02/2022

Campos do Cerrado

Santa Tereza/GO até 

Região de São Luis do Norte/GO

150 km

Tempo de jornada: 11 horas e 37 minutos

Tempo de pedalada: 08 horas e 38 minutos

Distância acumulada no desafio:

1781 km

ETAPA 12 – 16/02/2022

Campos do Cerrado

Região de São Luis do Norte/GO até

Região de Anáplis/GO

160 km

Tempo de jornada: 13 horas e 33 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 42 minutos

Distância acumulada no desafio:

1941 km

ETAPA 13 – 17/02/2022

Campos do Cerrado

Região de Anápolis/GO até 

Distrito Rochedo/GO

160 km

Tempo de jornada: 13 horas e 27 minutos

Tempo de pedalada: 08 horas e 52 minutos

Distância acumulada no desafio:

2101 km

ETAPA 14 – 18/02/2022

Campos do Cerrado

Distrito Rochedo/GO até 

Região de Centralina/MG

161 km

Tempo de jornada: 12 horas e 56 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 03 minutos

Distância acumulada no desafio:

2262 km

ETAPA 15 – 19/02/2022

Campos do Cerrado

Região de Centralina/MG até

Região de Frutal/MG

160 km

Tempo de jornada: 13 horas e 08 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 15 minutos

Distância acumulada no desafio:

2422 km

ETAPA 16 – 20/02/2022

Campos do Cerrado

Região de Frutal/MG até

Região de José Bonifácio/SP

170 km

Tempo de jornada: 12 horas e 57 minutos

Tempo de pedalada: 08 horas e 57 minutos

Distância acumulada no desafio:

2592 km

ETAPA 17 – 21/02/2022

Campos do Cerrado

Região de José Bonifácio/SP até

Marília/SP

150 km

Tempo de jornada: 13 horas e 33 minutos

Tempo de pedalada: 08 horas e 47 minutos

Distância acumulada no desafio:

2742 km

ETAPA 18 – 22/02/2022

Mata Atlântica

Marília/SP até

Região de Tarumã/SP

97 km

Tempo de jornada: 10 horas e 36 minutos

Tempo de pedalada: 05 horas e 35 minutos

Distância acumulada no desafio:

2839 km

ETAPA 19 – 23/02/2022

Mata Atlântica

Região de Tarumã/SP até

Londrina/PR

100 km

Tempo de jornada: 08 horas e 11 minutos

Tempo de pedalada: 05 horas e 58 minutos

Distância acumulada no desafio:

2939 km

ETAPA 20 – 24/02/2022

Mata Atlântica

Londrina/PR até

Ivaiporã/PR

200 km

Tempo de jornada: 14 horas e 31 minutos

Tempo de pedalada: 10 horas e 40 minutos

Distância acumulada no desafio:

3139 km

ETAPA 21 – 25/02/2022

Mata Atlântica

Ivaiporã/PR até

Guarapuava/PR

160 km

Tempo de jornada: 13 horas e 22 minutos

Tempo de pedalada: 10 horas e 23 minutos

Distância acumulada no desafio:

3299 km

ETAPA 22 – 26/02/2022

Mata Atlântica

Guarapuava/PR até

Região de General Carneiro/PR

186 km

Tempo de jornada: 14 horas e 20 minutos

Tempo de pedalada: 11 horas e 00 minutos

Distância acumulada no desafio:

3485 km

ETAPA 23 – 27/02/2022

Mata Atlântica

Região de General Carnero/PR até

Região de Erechim/RS

183 km

Tempo de jornada: 14 horas e 11 minutos

Tempo de pedalada: 10 horas e 28 minutos

Distância acumulada no desafio:

3668 km

ETAPA 24 – 28/02/2022

Coxilhas do Pampa

Região de Erechim/RS até

Saldanha Marinho/RS

162 km

Tempo de jornada: 12 horas e 36 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 35 minutos

Distância acumulada no desafio:

3830 km

ETAPA 25 – 01/03/2022

Coxilhas do Pampa

Saldanha Marinho/RS até

Região Norte de Santa Maria/RS (Val de Serra)

172 km

Tempo de jornada: 12 horas e 43 minutos

Tempo de pedalada: 09 horas e 59 minutos

Distância percorrida no desafio:

4002 km

ETAPA 26 Strava – 02/03/2022

Coxilhas do Pampa

Região Norte de Santa Maria/RS  até

Região Sudoeste de Santa Maria/RS (Estrada Canabarro)

067 km

Tempo de jornada: 04 horas e 59 minutos

Tempo de pedalada: 04 horas e 00 minutos

Distância total percorrida no desafio:

4002 km

RESULTADOS FINAIS

BREAK ON THROUGH PROJECT
4.002 km em 588 horas
Média de 163 km/dia
 
APLICATIVO STRAVA.COM
4.002 km em 596 horas
Média de 161 km/dia
 
NÚMEROS TOTAIS
4.069 km em 596 horas
Média de 164 km/dia

Agradecimentos

O ciclista agradece a todos aqueles 118 incentivadores que acreditaram e colaboraram de alguma forma, para a realização do grandioso evento. Desde os que puderam, dentro de suas possibilidades, colaborar de uma maneira mais $ignificativa, até outros que parcelaram um bilhete da rifa promocional da transbrazil ironbikerace. Todos, sem exceção, foram importantes e por todos eles o ciclista pedalou, honrando a confiança e a esperança depositada, que sem sombra de dúvida, foi um dos propulsores da gigantesca e furiosa pedalada.

Agradecimentos especiais

JOÃO CARLOS MINEIRO

*Piloto de apoio & assessoria*

VALDUIR MONTAGNINI

*Gerência de carros*

MARCELO PARDAL

*Gerência de Dados*

PAULO E CELESTE MESSA

*Gerência de cães*

VALEU MESMO!!! ~Richard
NORTE DO TOCANTINS
"Longe é um lugar que não existe"

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